Paraíso do texto? Não. O que houve: cerca de 2,5 mil estudantes de faculdades estaduais de SP realizaram uma manifestação na tarde desta segunda-feira (11 mai 2026). A concentração ocorreu na Praça da República, seguiu pela Avenida da Consolação e terminou com a passagem pela Faculdade de Medicina da USP, que também aderiu à greve.
O objetivo do ato era apoiar reivindicações de estudantes, professores e servidores, com a participação de universidades como USP, Unesp e Unicamp. O trajeto contou com uma caminhada de aproximadamente 4,5 km, realizada em cerca de três horas. No fim, a Tropa de Choque formou barreiras próximas à USP, mas não houve novos confrontos.
Durante a concentração, houve confronto entre manifestantes, apoiadores de figuras políticas e a Polícia Militar. A confusão começou quando o vereador Adrilles Jorge e o influenciador Robson Fuinha chegaram ao local para gravar o ato. A PM lançou bombas de gás para dispersar a confusão.
Apesar da tensão, representantes do Fórum das 6, que reúne entidades de docentes, funcionários e estudantes das três universidades, participaram de um encontro com a presidência do Cruesp para discutir pautas levantadas por estudantes, professores e servidores. O ato desta segunda ocorreu um dia após a PM desocupar a reitoria da USP, ocupada desde a quinta-feira anterior.
A reitoria já havia sido ocupada na semana anterior, como parte de um movimento de greve estudantil. A PM informou que quatro pessoas foram encaminhadas ao 7º Distrito Policial e liberadas após registro de ocorrência. O cenário desta segunda trouxe mobilização contínua, sem novos reajustes de ocupação ou desocupação do campus.
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