Lisa Marshall, de 34 anos, perdeu o marido Alan, dentista de 37, que cometeu suicídio em Glasgow, Escócia, em março de 2023. Na noite anterior, Alan ligou para Lisa, que não atendeu porque o filho usava o celular para jogar Roblox. O carro, a carteira e o corpo dele foram encontrados pela polícia no dia seguinte.
Com três filhos pequenos, Henry (9), Matthew (7) e Sofia (4), Lisa enfrentou a dor sem histórico conhecido de transtornos mentais. Ela foi diagnosticada, depois, com Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo (TEPT-C), o que a afastou do consultório odontológico de família.
A família viveu semanas de choque, dúvidas e ajustes práticos. A polícia abriu investigação para entender as circunstâncias, sem registro de bilhete ou dívidas relevantes, segundo Lisa. A concluir que a perda provocou impactos financeiros e emocionais duradouros, especialmente pela necessidade de manter as crianças estáveis.
Contexto familiar e consequências
Lisa descreve o relacionamento como estável, sem sinais prévios de transtornos no marido. O casal se conheceu em Glasgow, casou-se em 2016 e formou uma família que gostava de acompanhar jogos do Rangers. A morte levou Lisa a manter a rotina escolar dos filhos como forma de lidar com o luto.
Após o falecimento, as finanças também ficaram difíceis. O dinheiro de Alan foi bloqueado, exigindo auxílio-desemprego. A família teve apoio de familiares para pagar a hipoteca e recebeu benefício de seguro de vida, que demorou a chegar. Lisa incentiva a contratação de seguros para amenizar impactos financeiros.
Caminhos para o futuro
Dois anos após a perda, Lisa informou aos filhos mais velhos sobre o que ocorreu, buscando transparência adequada à idade. Ela aponta a importância de apoio financeiro estável e de serviços públicos que reduzam o peso do luto prolongado. A profissional planeja retornar ao trabalho e ampliar campanhas de conscientização sobre o tema.
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