O Brasil registrou aumento da mortalidade por acidentes de trânsito entre 2019 e 2024, passando de 15,8 para 18 mortes por 100 mil habitantes. Em 2024, foram 38.253 óbitos, o maior número desde 2019. Os dados são do DataSUS e do Observatório da Saúde Pública da Umane.
A maior parte das vítimas são homens, representando mais de 82% dos óbitos. Entre as faixas etárias, pessoas de 25 a 54 anos respondem por 54% das mortes. Em termos de raça, a maioria era parda (21.296), seguida por branca (14.113) e preta (2.187).
As internações e mortes associadas às motocicletas continuam em alta. Em 2024, ocorreram 15.500 óbitos de motociclistas, o maior volume em 15 anos. Na rede pública, 166.026 internações de motociclistas foram registradas no mesmo ano, correspondendo a cerca de dois terços das internações totais (251.699).
Capitais com maior mortalidade
As variações regionais aparecem nas capitais. Palmas apresenta a maior taxa, com 30,6 mortes por 100 mil habitantes, enquanto São Paulo registra 4,3. Porto Velho (23,1) e Teresina (21,4) aparecem entre as cidades com maior mortalidade.
Eficiência, infraestrutura e comportamento
Especialistas destacam que o aumento está ligado ao maior uso de motocicletas como transporte principal e às deficiências de infraestrutura. Em cidades com motovias, como São Paulo, há melhoria no tráfego e na educação no trânsito, mas ainda há necessidade de medidas contra o excesso de velocidade.
O uso de motos sem infraestrutura adequada intensifica o impacto sobre o Sistema Único de Saúde, elevando o tempo de internação e o custo do tratamento. O perfil das lesões tem ficado mais complexo, com fraturas graves e lesões articulares.
Perspectivas e prevenção
Entre as medidas consideradas relevantes estão a Lei Seca, fiscalização, melhoria da sinalização e campanhas de conscientização. A educação no trânsito deve começar na infância para mudar hábitos e reduzir riscos no trânsito.
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