Goiânia vive manhã de paralisação na educação municipal. Professores e trabalhadores da área deflagraram greve nesta terça-feira (12/5), levando ao fechamento parcial de atividades em parte das escolas da capital. Segundo a presidente em exercício do Sintego, Ludmylla Morais, cerca de metade das escolas aderiu integralmente à paralisação, e outra metade funciona com atividades presenciais reduzidas.
O movimento foi anunciado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás (Sintego) e envolve reivindicações salariais e de carreira. Entre as pautas estão o plano de carreira para administrativos, progressões, reajuste do piso salarial dos professores, pagamento da data-base dos administrativos e a aplicação de leis de descongelamento e enquadramento previstas em normas locais.
A paralisação, deflagrada em assembleia realizada no dia 7 de maio, atinge aproximadamente 23 mil alunos conforme estimativas da entidade. A Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou que acompanhará o cumprimento da decisão do TJGO sobre a greve e executará a manutenção mínima de 70% dos servidores, com foco na educação infantil e na alimentação escolar.
Decisão do TJGO e continuidade dos serviços
O Tribunal de Justiça de Goiás determinou que a categoria mantenha 70% dos profissionais em atividade para garantir o funcionamento básico. Além disso, exigiu a apresentação de um plano de continuidade das atividades em até 24 horas. Segundo Kaio Ygor Paulino da Silva, chefe da advocacia setorial da SME, esse prazo encerra nesta terça-feira ao meio-dia, devendo o Sintego encaminhar o plano de continuidade do serviço.
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