Ana Melyssa, de 11 anos, começou a aprender Libras sozinha após perceber que não sabia responder a um vizinho surdo. Hoje, a estudante de Piripiri, no Piauí, traduz músicas, poemas e mensagens nas redes sociais para aproximar a comunidade surda.
A iniciativa ganhou ritmo com o tempo: a curiosidade inicial se transformou em prática diária e busca por conteúdos online. Sem cursos formais, ela observava gestos e repetia sinais para melhorar a comunicação.
Há cerca de um mês, a menina passou a frequentar a Associação dos Surdos de Piripiri (Aspiri). O convívio com surdos e intérpretes tem impulsionado o aprendizado, segundo o presidente Adonilson Gomes. O vizinho que a inspirou participa das atividades.
A atuação de Ana já vai além das redes. Em apresentações na escola, ela traduziu um poema em um evento da Unidade Escolar Padre Freitas, mostrando o papel da Libras como ferramenta de inclusão.
Nas redes sociais, Ana utiliza vídeos curtos para tornar conteúdos do cotidiano mais acessíveis. A proposta não é performar, mas estimular a comunicação entre ouvintes e surdos, ampliando o vínculo com a comunidade.
A Libras é reconhecida no Brasil como língua completa, com sua própria gramática e cultura. O interesse de jovens pela prática reflete serviços de acessibilidade em pauta e a importância de espaços de convivência com a comunidade surda.
Segundo a mãe, Leiliane Melyssa, o caminho de Ana revela novos sonhos: a menina já pensa em seguir a carreira de intérprete, fortalecendo vínculos com o universo da Libras.
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