O caso ocorreu em maio de 2025, nos subúrbios de Montevidéu, Uruguai. Moisés Martínez, 28 anos, matou o pai, Carlos Martínez, com 14 tiros e se entregou após dois dias ao lado do corpo. O crime ocorreu após ele tomar conhecimento de abusos contra a família.
Segundo relatos da família, Sara Martínez, 27, revelou que Carlos teria abusado física e sexualmente da mãe e das irmãs ao longo dos anos. A jovem descreveu um ambiente de medo constante e um controle autoritário do pai.
Moisés ficou sabendo dos abusos após uma conversa entre a mãe, Mercedes Pereira, e as irmãs. No dia seguinte, ele efetuou os disparos e aguardou a polícia. Três pessoas da família relatam impactos duradouros do histórico de violência.
O crime dividiu a opinião pública. Moisés foi condenado a 12 anos de prisão em um julgamento transmitido ao vivo pelo YouTube, gerando indignação entre parte da população uruguaia.
Desdobramentos e defesa
A defesa de Moisés argumenta que houve ausência de mecanismos protetivos por parte do Estado ao longo dos anos, o que impactou a família. A juíza María Noel Odriozola explicou o afastamento do perdão judicial previsto no Código Penal.
A condenação provocou debate nacional sobre o papel do Estado em violência doméstica. O presidente Yamandú Orsi recebeu Ana e Sara em audiência privada para discutir o caso e suas implicações.
Sara e Ana defendem a libertação de Moisés, alegando que ele agiu sob extremo abalo emocional. A família reforça que não houve denúncia formal por parte de parentes próximos ao longo de 15 anos.
Moisés, enquanto esteve preso, recebeu apoio de parte da sociedade e de organizações que atuam no combate à violência doméstica, enquanto outros criticam a ação violenta. O caso segue em tramitação e aguarda novas decisões judiciais.
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