O ator Claudio Cinti, 60 anos, recebeu alta de uma hospitalização de dois meses, ocorrida no Rio de Janeiro, onde foi tratado por pneumonia. Mesmo liberado, ele informou nas redes sociais que não considerou o momento adequado para deixar o hospital.
A alta ocorreu meses após um período difícil na vida do artista, que realizou um transplante de rim pelo SUS no fim de 2025. Na ocasião, ele descreveu a rapidez na disponibilização do órgão como milagrosa e alertou sobre a necessidade de isolamento para evitar infecções durante a recuperação.
Ainda em recuperação, Cinti continua acamado e depende de cuidadora, não conseguindo andar sem apoio. Ele revelou ter conseguido apenas os primeiros três passos com ajuda de um andador, e prevê fisioterapia por um longo período.
Desafios da recuperação
Com a alta, surgem custos de medicação. O médico indicou continuidade do tratamento contra citomegalovírus por três semanas, com opções de via intravenosa ou comprimidos. Doses IV têm custo estimado próximo a R$ 5 mil por caixa, sem certeza de cobertura pela assistência médica.
O ator buscou alternativas para reduzir gastos, encontrando o Valaciclovir como alternativa mais barata, em torno de R$ 560 por duas caixas de 84 comprimidos. Porém, a farmacêutica se negou a vender o medicamento, alegando que a receita era para Ganciclovir, e a médica responsável não alterou a prescrição.
Para o transporte até casa, o hospital não ofereceu ambulância, alegando que Cinti não estava mais acamado. Um amigo taxista ajudou no trajeto, enquanto ele define a logística para retornar aos cuidados domiciliares.
Além disso, Cinti contratou cuidadora particular, com custo aproximado de R$ 250 por dia, e já planeja sessões de fisioterapia três vezes por semana, mantidas por meio de recursos adicionais. A soma dessas despesas soma-se aos gastos que já vinham ocorrendo desde o transplante, quando ele dependia de apoio financeiro.
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