O caso ocorreu em São Paulo, envolvendo um menino de 11 anos que morreu após ser acorrentado pelo pai na residência. O crime veio a público após o SAMU ser chamado e confirmar a morte do garoto, identificado como Kratos Douglas.
O pai, Chris Douglas, de 52 anos, admitiu à polícia que mantinha o filho acorrentado na casa. A justificativa seria o hábito do menino de fugir de casa, passando dias fora. A polícia investiga se houve maus-tratos.
Ao chegar ao local, os socorristas verificaram hematomas nos braços, nas mãos e nas pernas da criança. A instituição de saúde acionou a Polícia Militar para registrar a ocorrência.
Contexto e desdobramentos
Kratos vivia com o pai, a avó paterna e a madrasta, além de dois irmãos menores. A avó era quem tinha a guarda da criança, que não estava matriculada e apresentava sinais de desnutrição. As demais duas crianças foram levadas para um abrigo do Conselho Tutelar.
A mãe, Karina Oliveira, que não via os filhos há quatro anos, deu depoimento à RecordTV. Ela afirmou ter separado do pai dos filhos por motivos psicológicos e relatou que o ex-marido a ameaçava caso tentasse retomar a guarda.
Karina contou que, ao deixar o filho com o pai, Kratos parecia saudável. Ela disse não ter expectativa de que o homem fizesse algo daquele tipo e relatou ter sido ameaçada com arma de fogo anteriormente.
Investigação em andamento
A defesa da família informou que a investigação continua para esclarecer se houve maus-tratos ou tortura. A avó e a madrasta permanecem sob investigação, embora liberadas. Uma unidade de saúde próxima não tinha registro de atendimentos à criança.
Conselheiro tutelar explicou que a criança já aparentava estar escondida há tempos, com sinais de sofrimento anteriores. A apuração segue com base em depoimentos de familiares e análises técnicas.
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