A reprodução simulada da intervenção policial que resultou na morte do agricultor Marcos Nörnberg ocorre em Pelotas, na segunda etapa de trabalhos coordenados pelo IGP. A atividade acontece após a coleta de versões dos agentes da Brigada Militar na madrugada desta quarta-feira (13).
A nova fase envolve o relato da viúva da vítima, Raquel Nörnberg, que acompanhou a ação no sítio da família, localizado às margens da BR-392. Os trabalhos devem seguir por volta das 20h, mantendo o mesmo cenário e condições de luminosidade da ocorrência de janeiro, quando o crime ocorreu.
Na fase anterior, cerca de 30 servidores reviram, com lanternas, os passos dos brigadianos dentro da propriedade rural. O objetivo é esclarecer contradições sobre os momentos finais da abordagem. A BM já havia informado que não houve crime, mas a investigação aponta para possíveis discrepâncias entre relatos.
Avanço da perícia e participação institucional
Celulares de policiais presentes foram apreendidos pela Corregedoria para perícia técnica, com apoio da Polícia Rodoviária Federal na logística da simulação. A apuração envolve também a Polícia Civil, o Ministério Público Militar e a própria Corregedoria da BM.
Movimentos ligados ao campo e familiares do agricultor acompanharam o desenrolar do caso desde 15 de janeiro, cobrando esclarecimentos sobre a atuação policial. O monitoramento ocorre em conjunto com o Ministério Público Militar e com a Corregedoria da Brigada.
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