O cavalo Caramelo completa dois anos desde o resgate durante as enchentes no Rio Grande do Sul. Em maio de 2024, ficou quatro dias ilhado no telhado de uma casa em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, em situação de alto risco. A operação envolveu técnicos de resgate e voluntários, que buscaram salvá-lo com segurança.
Adotado oficialmente pelo Hospital Veterinário da Ulbra, em Canos, o animal ganhou notoriedade nas redes e passou a atrair mais de 130 mil seguidores. O perfil oficial informou que Caramelo virou símbolo de resiliência e foi usado para fins educativos, inclusive em ações de recuperação de escolas atingidas pelas enchentes.
Reconhecimento e projeto artístico
A página de Caramelo anunciou que o animal receberá uma homenagem institucional: uma escultura de 4 metros de altura, criada pelo artista Ranilson Viana. A obra será uma memória da enchente de 2024 e do tempo em que Caramelo ficou no telhado.
Detalhes do resgate
A operação durou cerca de seis horas e contou com a participação de nove bombeiros de São Paulo, veterinários de Sorocaba (SP) e de Canoas, além de voluntários. Para garantir a segurança de todos, o animal foi sedado ainda no telhado e colocado em um bote.
Transferência e cuidados
Caramelo foi levado por quase meia hora em trajeto fluvial até um ponto seguro, depois transportado por caminhão da Brigada Militar até o Hospital Veterinário da Ulbra. Ao chegar, apresentava desidratação severa, lesões na pele e nos músculos.
Estado de saúde e adoção
Durante a recuperação, recebeu um microchip de identificação. Também foi constatado histórico de maus-tratos e abandono. O desfecho trouxe um novo começo: a Ulbra tornou-se a responsável pela guarda do cavalo.
Situação atual
Hoje Caramelo vive na fazenda da Ulbra, em Canoas, RS. Há planos para a criação de um santuário dedicado ao animal, mantendo-o sob cuidado especializado e acompanhamento veterinário.
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