O caso que chocou a região do Itaim Paulista, na zona Leste de São Paulo, ganhou desdobramentos relevantes nesta semana. A madrasta do menino de 11 anos e a avó paterna foram presas na noite de quarta-feira, sob suspeita de participação na morte da criança, vítima de maus-tratos com sinais de tortura.
A Polícia Civil informou que as duas admitiram ter conhecimento da privação de liberdade do garoto, mantido acorrentado dentro da residência. O pai, Chris Douglas, já havia sido preso em flagrante na segunda-feira (11). As prisões ocorreram como desdobramento das investigações.
Camilla Barbosa Dantas Felix, madrasta, e Aparecida Gonçalves, avó paterna, foram detidas após esclarecimentos prestados à polícia. Segundo depoimento, o menino Kratos Douglas era amarrado a uma corrente de metal ao pé da cama, prática alegadamente usada para evitar fugas.
As investigadoras destacaram que as acusadas tentaram justificar a violência alegando que o método visava impedir a fuga da criança. Porém, o relato também revela a participação da avó na instalação das correntes, e a gravidade das lesões associadas ao castigo físico.
Na data do óbito, as responsáveis afirmaram que o menino estava debilitado, sem reagir, e acionaram o SAMU apenas após o agravamento do estado de saúde. A equipe médica de emergência encontrou a criança já sem vida, no quarto ao lado da cama, com sinais de maus-tratos.
A casa possuía sistema de câmeras e foi periciada. Policiais apreenderam equipamentos eletrônicos e a corrente usada para prender Kratos. A Secretaria de Segurança Pública já sinalizava, no início da semana, que familiares com conhecimento da situação estavam sob investigação.
A Polícia Civil informou que, na coletiva de imprensa agendada para esta quinta-feira (14), no 50º Distrito Policial do Itaim Paulista, detalhará o andamento das investigações e novas informações relevantes sobre o caso.
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