Uma explosão na área do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, deixou uma casa destruída, um homem morto e três feridos na tarde de segunda-feira (11). O acidente ocorreu durante uma obra da Sabesp em área de rede compartilhada com a Comgás. A Defesa Civil classificou imóveis próximos como verdes e amarelos, indicando necessidade de reparos.
Moradores relatam dificuldades para iniciar os reparos e assimilaram a orientação de apresentar três orçamentos com CNPJ para pleitear ressarcimento. A justificativa foi uma tentativa de padronizar o atendimento, segundo a Sabesp, que reconheceu falha na comunicação.
Entre os prejudicados está a aposentada Aparecida Rosa dos Santos, que não conseguiu encontrar pedreiros com CNPJ. Ela descreve danos que evoluíram de uma janela quebrada para problemas no telhado e fissuras, e afirma não ter recebido o auxílio prometido ainda.
O aposentado Gilberto Rocha Souza, que está em hotel desde o ocorrido, diz que o telhado da casa foi destruído. A residência foi classificada como laranja pela Defesa Civil, indicando necessidade de reparos estruturais. Ele também relata incerteza sobre o funcionamento de eletrodomésticos.
Caroline Gonçalves conta que a família recebeu prazo de dez dias para apresentar documentos. Enquanto isso, rachaduras aumentam o risco estrutural, e técnicos do IPT identificaram comprometimento na fundação após novas vistorias.
Após pressão dos moradores, a Sabesp informou que a exigência dos três orçamentos foi suspensa no Jaguaré. A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade, Samanta Souza, explicou que o procedimento é padrão em outros atendimentos e houve confusão. A dispensa vale para reformas estruturais e danos a móveis e eletrodomésticos.
Equipes da Sabesp já atuam em imóveis classificados como verdes e amarelos. A explosão causou a morte de um segurança, Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, e deixou outros três feridos; uma vítima já recebeu alta e duas permanecem hospitalizadas.
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