Kouri Richins, 36 anos, foi condenada à prisão perpétua sem possibility de liberdade condicional pela morte do marido, ocorrida em 2022. A decisão foi anunciada pelo juiz na quarta-feira, em Utah, após um júri ter considerado a mulher culpada de homicídio qualificado por envenenamento com fentanil.
Richins acumulou dívidas, realizou seguros de vida em nome do marido e manteve um caso extraconjugal, segundo o material apresentado pela promotoria durante semanas de julgamento. A sentença levou em conta ainda uso de uma substância controlada associada ao crime.
O casal residia próximo a Park City, nos arredores de uma estação de esqui. A promotoria afirmou que Richins pretendia herdar o patrimônio, avaliado em mais de US$ 4 milhões, e manter um futuro ao lado do homem com quem teve o caso.
Ela foi considerada culpada também pela obtenção fraudulenta de benefícios de seguro após a morte do marido. A acusação afirma que a autora planejava o uso de recursos financeiros do casal para sustentar seu estilo de vida.
O envenenamento ocorreu após Richins preparar um drinque com vodca para Eric Richins, segundo depoimentos apresentados no julgamento. A causa da morte foi definida como overdose de fentanil, com a dosagem do marido cinco vezes maior que o necessário.
Durante o processo, a defesa argumentou a ausência de evidências diretas sobre a entrada do fentanil no organismo de Eric e a falta de objetos usados no preparo do drink encontrados na cena. Os jurados receberam mais de 40 testemunhos ao longo do júri.
Antes da prisão, Richins publicou o livro infantil Are You With Me? dedicado ao marido. Em entrevista anterior, a autora afirmou que o livro buscava oferecer conforto a crianças e familiares que enfrentam perdas.
Além do homicídio qualificado, Richins foi condenada por uma tentativa de homicídio envolvendo um incidente anterior em que supostamente envenenou o sanduíche do marido. A Justiça também considerou a prática de posse de substância controlada.
A decisão de condenação ocorreu no mesmo dia em que Eric Richins completaria 44 anos. O juiz descreveu o réu como perigoso demais para ser liberto, justificando a pena máxima prevista no caso. A família da vítima acompanhou o veredito.
A promotoria argumentou que Richins teria agido para assegurar o patrimônio e manter um relacionamento paralelo, com o objetivo de reconstruir a vida após a morte do marido. O caso permanece como referência de crime envolvendo envenenamento e fraude de seguros.
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