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Reitoria da USP cria comissão de diálogo com estudantes após conflitos

USP cria Comissão de Moderação e Diálogo Institucional para diálogo com estudantes, sem data definida para início das negociações

PMs usam bombas para desocupar reitoria da USP
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A reitoria da USP anunciou a criação da Comissão de Moderação e Diálogo Institucional, com foco no diálogo com a comunidade estudantil. A medida visa abrir um novo ciclo de interlocução após um mês de greve que ganhou apoio de outras universidades, como Unicamp e Unesp. Profissionais com experiência em mediação apoiarão o processo.

A decisão envolve a participação de representantes estudantis e dirigentes da gestão universitária, que buscam soluções para as demandas dos diferentes cursos. A universidade informa que ainda não há data definida para a primeira reunião, mas esclarece que o diálogo será conduzido de forma construtiva.

A greve teve início há um mês, liderada pelo DCE, em apoio a servidores e contra uma gratificação dirigida apenas a professores. Ao longo do período, cerca de 150 estudantes se revezaram em atividades como organização de turnos, demandas administrativas e mobilização.

Em 7 de outubro, estudantes ocuparam a reitoria no campus Butantã. A tensão aumentou com manifestações públicas e assembleias sobre melhoria de condições, como alimentação no restaurante universitário, bolsas de assistência e revisão de programas de pós-graduação.

No fim de semana seguinte, a Polícia Militar desocupou o prédio da reitoria, com uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e outros dispositivos. Estudantes relataram violência durante a ação, que motivou questionamentos sobre o protocolo de atuação policial.

A USP destacou que solicitou, junto à SSP-SP, protocolos de proteção do patrimônio, sem ter sido informada previamente sobre a desocupação pela Tropa de Choque. A instituição reiterou o repúdio à violência que prejudique o diálogo e a convivência democrática.

Sobre as propostas, a greve defende reajuste do PAPFE para valores próximos ao salário mínimo paulista, solicitando aumento menor que o pedido atual da universidade. A administração apresentou uma contraproposta baseada em IPC-FIPE, considerada insuficiente pelos estudantes.

A instituição assinou nota oficial ressaltando o compromisso com o diálogo e com a convivência democrática. A comunicação também destacou que o processo exige reconhecimento de limites institucionais, administrativos e orçamentários para as demandas apresentadas.

A reportagem manteve contato com o DCE e outros movimentos, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para novas declarações oficiais e para a programação da Comissão de Moderação e Diálogo Institucional.

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