Ao vivo na GloboNews, um debate sobre o papel do homem na sociedade contou com Vera Iaconelli, Juliano Cazarré e Ismael dos Anjos. A psicanalista defendeu que a masculinidade precisa ser repensada para favorecer mudanças sociais. O tema foi originado pelo curso de Cazarré, chamado O Farol e a Forja.
Iaconelli descreveu a crise masculina como uma ressaca moral que deveria estimular transformações. Ela argumentou que homens precisam reconhecer erros e repensar comportamentos que mantêm posições de poder sobre as mulheres. A fala ocorreu durante o encontro transmitido na terça-feira.
Segundo a psicanalista, é necessário que os homens suportem desconfortos para reavaliar a ideia de masculinidade associada à força. Ela afirmou que a resistência a ouvir críticas impede avanços e que o cuidado deve acompanhar a capacidade de liderar, com participação feminina.
Durante o debate, Cazarré negou vínculo com o movimento conhecido como red pill e afirmou que o país enfrenta violência generalizada, atingindo homens, mulheres e grupos variados. Ele destacou que muitos pessoas sofrem nessa realidade, independentemente de gênero ou raça.
A discussão também abordou a relação entre masculinidade e violência contra mulheres. Iaconelli sustentou que a forma como os homens se colocam em posição de poder impacta diretamente as mulheres, sinalizando a necessidade de ouvir as mulheres para estabelecer o cuidado conjunto.
O debate apresentou troca de ideias sobre o papel do machismo e a resistência de alguns homens a mudanças. Iaconelli reiterou que o machismo busca impedir a autonomia feminina e, nesse sentido, a educação emocional e o diálogo são vistos como caminhos para reduzir abusos e desigualdades.
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