O vídeo que circula nas redes mostra a recusa do ChatGPT em ler Gênesis 2, passagem que descreve a criação da humanidade e a formação da mulher a partir da costela do homem. O clipe, que ganhou evidência após ter sido lançado no mês de março, levanta questionamentos sobre as limitações da ferramenta.
Nas imagens, usuários tentam fazer o ChatGPT recitar o capítulo em voz alta; o texto é lido para os capítulos 1 e 3, mas o capítulo 2 encontra resistência. Em determinadas tentativas, o bot responde que as diretrizes não permitem falar sobre o tema e oferece outra forma de ajudar.
Casos semelhantes já haviam sido relatados anteriormente. Em 2023, relatos no Reddit costumavam mencionar políticas da OpenAI que restringiriam a leitura de passagens bíblicas, incluindo trechos de Levítico 18:22, em debates sobre sexualidade.
Direitos autorais e traduções
Análises subsequentes sugerem que a limitação pode estar ligada a direitos autorais, mais do que ao conteúdo religioso em si. Testes do The Christian Post indicam que o ChatGPT evita recitar capítulos inteiros quando o usuário não especifica uma tradução em domínio público.
Ao solicitar a leitura de Gênesis 2, o chatbot afirma não poder ler o capítulo inteiro palavra por palavra por restrições de direitos autorais, oferecendo resumir ou discutir partes específicas. Quando indagado sobre o motivo, o sistema reforça a limitação para textos protegidos por direitos.
Algumas traduções antigas já estão em domínio público, como a King James (1611), e podem ser usadas livremente. Versiones mais recentes, como Nova Versão Internacional (NVI) e English Standard Version (ESV), permanecem protegidas por direitos autorais, limitando a reprodução completa.
A American Standard Version (ASV), publicada em 1901, também entrou em domínio público após o vencimento de seus direitos. A ASV é considerada uma das traduções históricas da Bíblia em inglês, baseando-se na Revised Version britânica do fim do século XIX.
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