Um chileno foi preso no Aeroporto de Guarulhos após ter feito comentários racistas e homofóbicos contra um comissário de voo da Latam. O caso ocorreu em 10 de maio a caminho de Frankfurt, com escala em Santiago. A prisão aconteceu no retorno ao Brasil, em 15 de maio, após decisão da Justiça Federal.
Segundo a Polícia Federal, ele foi detido por injúria racial e homofóbica contra os tripulantes. O procedimento investigativo foi aberto após as vítimas registrarem o incidente. A PF informou que o homem foi localizado ao retornar de Frankfurt, em conexão no Brasil.
A Latam repudiou as condutas discriminatórias e informou que coopera com a PF. A empresa presta acolhimento psicológico e suporte jurídico à vítima, que era funcionária da companhia durante o voo LA8070 (São Paulo-Frankfurt) em 10 de maio.
Contexto jurídico
Um vídeo amplamente divulgado mostra a discussão, com o chileno proferindo insultos contra o comissário, que é negro. Conforme apurado, o homem declarou que ser gay era um problema para ele, e houve perguntas sobre a raça do profissional.
Desde 2023, a lei no Brasil equipara injúria racial a crime de racismo, com pena prevista de 2 a 5 anos de prisão. A prisão do investigado foi decretada pela Justiça Federal com base nesses dispositivos legais. A identidade do indivíduo não foi divulgada pela PF.
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