Vik Muniz ganha uma retrospectiva abrangente no CCBB Rio de Janeiro, após estreias anteriores em Recife e Salvador. A mostra, com quase 250 obras entre fotos e esculturas, será aberta no dia 20 e vai até 7 de setembro, com horários de quarta a segunda, das 9h às 20h. A entrada é gratuita.
Segundo o curador Daniel Rangel, trata-se da maior retrospectiva já dedicada ao trabalho do artista. Ele destaca a inclusão de séries de fotografias e esculturas reunidas pela primeira vez, com peças inéditas para o público do Rio de Janeiro.
A exposição oferece uma leitura completa da produção de Muniz, que utiliza materiais do cotidiano como brinquedos, chocolate e revistas para construir suas imagens. O objetivo é aproximar o público do processo criativo por meio de formatos variados.
Novidades
Uma das peças inéditas para o CCBB RJ é o Tropeognathusmesembrinus, um pterossauro gigante criado com polímero e cinzas de um museu atingido por incêndio em 2018. A obra integra a série Museu de Cinzas e fica suspensa na Rotunda, com 8,20 m de envergadura.
Na entrada do andar superior, outras duas obras não haviam sido apresentadas em Recife ou Salvador. Um tapete de 10 m de diâmetro ocupa o piso da Rotunda, estampando a imagem de Medusa Marinara, pintura de 1997 feita com molho de tomate. A outra peça é a scultura Ferrari Berlinetta, de 2014/2026, na série Veículos Mnemônicos, trazida da Itália.
A terceira peça fica no térreo e replica, em grande escala, um carrinho de brinquedo da infância do artista, com marcas de uso. A obra, intitulada Ferrari Berlinetta, evidencia a transformação de objetos cotidianos em memórias e monumentos.
Prospecção
Ao todo, a mostra reúne 43 séries diferentes, cobrindo mais de quatro décadas da trajetória de Muniz. Cinco trabalhos foram criados especialmente para o Rio de Janeiro. Estão presentes ainda peças restauradas, recriadas e novas edições.
Seis séries novas aparecem pela primeira vez no Rio em relação às cidades anteriores, entre elas Principia, Verso, Veículos Mnemônicos, Museu de Cinzas, Colônias e Os Arquivos de Weimar. A curadoria reforça que o projeto também funciona como potencial de criação futura para o artista.
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