A crítica veio de Mat Velloso, ex-vice-presidente da Microsoft, que afirmou que a companhia não estaria conectando o público comum às inovações em IA. Ele citou que a atual fase da IA não envolve apenas lançamentos, mas adoção prática. A declaração ocorreu nas redes sociais, em resposta a um integrante da equipe de comunicação da Microsoft.
Velloso trabalhou mais de 12 anos na Microsoft, atuou no Google DeepMind e foi vice-presidente de Produto na Meta. Na rede social X, ele disse que a empresa “perdeu a onda da internet, a onda mobile e agora perdeu a onda da IA”, avaliando que mudanças na estratégia não geram resultados distintos.
A principal crítica envolve o Copilot. Embora integrado a programas como Office e aparecendo na barra de tarefas do Windows 11, menos de 3% dos usuários pagantes usam ativamente a ferramenta, segundo ele. O dado é citado pelo próprio ex-executivo em respostas públicas.
Segundo o portal Windows Latest, a Microsoft teria gasto cerca de US$ 37,5 bilhões em IA por trimestre, um valor elevado frente à baixa adesão. Além disso, a empresa pressionou fabricantes a incluir NPUs em notebooks com Windows 11 para viabilizar o Copilot+.
Mudança de foco no Windows 11
A repercussão levou a uma suposta mudança de prioridade no Windows 11. Em vez de seguir insistindo em novas integrações de IA, a estratégia seria corrigir falhas antigas da experiência do sistema, segundo a publicação.
A mudança também aparece na gestão da divisão do Xbox, com Asha Sharma, nova CEO, expressando cautela em relação à proliferação de recursos de IA. A executiva sinalizou que o foco definitivo é melhorar a usabilidade e a percepção do consumidor.
A notícia não cita fontes adicionais, apenas referências a sinais de reorientação dentro da empresa. Não há opinião do portal sobre o assunto, apenas a descrição de movimentos estratégicos internos.
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