A sessão do Tribunal do Júri que julgaria Francisco Evaldo de Moura Silva, acusado de assassinar o empresário Adriano de Jesus Gomes, foi adiada. O julgamento, marcado para esta quinta-feira (21/5) em Samambaia, não ocorrerá enquanto os novos vídeos do crime não forem periciados e integrados aos autos.
A defesa pediu a suspensão para verificar um arquivo inédito com trecho de pouco menos de um minuto que não havia passado pelo contraditório. O magistrado determinou a intimação da pessoa que divulgou as imagens e a reabertura da fase de investigações, para assegurar o devido processo legal.
O juiz Carlos Alberto Silva ressaltou falhas na cadeia de custódia e na seleção dos trechos de vídeo utilizados na fase inicial. O objetivo é esclarecer origem e alcance dos materiais, que teriam chegado a pessoas ligadas à família da vítima sem comporem os autos.
A defesa do réu protocolou, nesta segunda-feira (18), pedido de desaforamento para transferir o julgamento para o Fórum de Brasília, alegando risco de parcialidade dos jurados em Samambaia devido à forte exposição midiática e a manifestações contra a família do acusado.
Para a acusação, a manobra processual busca apenas adiar o desfecho e evitar o julgamento no território onde ocorreu o crime. O caso envolve homicídio qualificado, tentativa de homicídio e infrações ao Sistema Nacional de Armas, com o réu mantido pronunciado à espera de nova data.
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