O Centro Islâmico de San Diego foi palco de um tiroteio que deixou três mortos e dois atiradores adolescentes mortos, em um caso investigado como crime de ódio. A troca de tiros ocorreu a poucos quarteirões da mesquita, na região norte da cidade. A polícia não identificou uma ameaça específica contra o local, mas informou evidências de “retórica generalizada de ódio”.
Segundo autoridades, os suspeitos – 17 e 18 anos – já tinham histórico de busca pela polícia. Uma das mães procurou ajuda após o filho fugir de casa, com relatos de pensamentos suicidas. Armas e o veículo da mãe teriam sumido após o alerta, segundo o chefe de polícia Scott Wahl.
A operação policial mobilizou tecnologia de localização, incluindo leitura de placas, para rastrear os jovens, que estavam com roupas camufladas e acompanhados de um conhecido. Agentes chegaram a um centro comercial próximo antes de encontrarem os atiradores mortos dentro de um veículo.
Entre as vítimas, um segurança da mesquita atuou para evitar um pior desfecho, conforme Wahl. O policial elogiou a ação dele, dizendo que salvou vidas. A polícia viu disparos ocorrer a poucas quadras do local e informou que houve um segundo tiroteio próximo a um jardineiro não ferido.
O tiroteio aconteceu no campus que abriga a Escola Al Rashid, que oferece cursos de árabe, estudos islâmicos e do Alcorão para crianças a partir de 5 anos. O centro fica a cerca de 14 quilômetros do centro de San Diego.
Imagens de TV mostraram várias crianças sendo usadas para evacuação do estacionamento, com dezenas de viaturas no entorno. O diretor do centro, o imã Taha Hassane, classificou o ataque como revoltante e defendeu a proteção de locais de culto.
O CAIR condenou o ataque, afirmando que ninguém deve temer a segurança ao participar de orações ou estudar. A diretora executiva do CAIR-San Diego, Tazheen Nizam, afirmou que a organização acompanha o caso e pediu orações pela comunidade.
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