O grupo Fairplay e o National Centre on Sexual Exploitation enviaram uma queixa à Federal Trade Commission (FTC) dos EUA pedindo uma investigação sobre Roblox. A denúncia afirma que crianças, incluindo meninas de 5 anos, poderiam enfrentar contatos inseguros e pressões para gastar dinheiro no jogo. O documento aponta práticas supostamente enganosas e injustas, ligadas à economia interna da plataforma.
Os autores destacam recursos de chat, itens virtuais e mecanismos de engajamento que estimulam gastos. Roblox rebate as alegações, dizendo que o objetivo é diversão e conexão, não engajar por tempo prolongado. A empresa afirma ter políticas que proíbem jogos de azar reais ou simulados, além de regras para itens aleatórios pagos.
O que motivou a reclamação
Segundo o texto apresentado, a economia interna de Roblox é complexa demais para crianças entenderem plenamente. O documento cita ainda dificuldade em rastrear o custo real de itens virtuais.
Dados financeiros e uso da plataforma
A Roblox reportou receita de 4,9 bilhões de dólares em 2025, 36% acima de 2024. A empresa informou que, no primeiro trimestre de 2026, apenas 1,4% dos 132 milhões de usuários ativos diários eram compradores.
Segurança e proteção de menores
A queixa aponta que recursos de chat, texto e voz podem expor crianças a conteúdo inadequado e contato com adultos, mesmo com salvaguardas. Casos de grooming e exploração também são mencionados no documento.
Reações e próximos passos
A FTC não confirmou se abrirá uma investigação formal. Enquanto isso, Roblox afirma continuar investindo em proteções, como bloqueio de chats entre crianças e adultos e estimativa de idade para direcionar contas apropriadas. Fontes ligadas ao caso pedem maior conscientização de pais e reguladores.
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