Waldirene Nogueira, a primeira mulher trans a passar por redesignação sexual no Brasil, morreu aos 80 anos na terça-feira, 19 de maio, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. A causa foi insuficiência respiratória aguda. Ela vivia na cidade com o irmão.
A ativista teve a cirurgia de redesignação em 1971, realizada pelo cirurgião Roberto Farina. Após o procedimento, enfrentou perseguição judicial, exames compulsórios e violência simbólica por parte de instituições da época, em plena ditadura militar. O caso ficou marcado pela resistência frente a um sistema hostil.
O velório ocorre em Lins, cidade natal de Waldirene, na quarta-feira, 20 de maio, no Memorial Santa Izabel, a partir das 8h. O sepultamento está marcado para as 17h no Cemitério da Saudade, também em Lins. A Unifesp destacou, em nota do Núcleo Trans, a importância de Waldirene para o movimento e para a defesa de direitos.
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