A advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi presa preventivamente em 21 de março, em uma operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A operação recebeu o codinome Vérnix.
Segundo a investigação, Deolane integraria um esquema que utiliza uma transportadora de fachada na região de presídios para movimentar recursos do crime organizado. A fraude envolveria repasses a outras contas, com parte dos recursos chegando a duas contas em nome da ex-fazenda. O objetivo seria dificultar o rastreamento do dinheiro.
Entre 2018 e 2021, a promotoria aponta depósitos fracionados que somaram mais de R$ 1 milhão. Ainda conforme os levantamentos, quase 50 depósitos, no total de cerca de R$ 716 mil, teriam sido feitos a duas empresas ligadas a Deolane por meio de uma entidade que se apresenta como banco de crédito, chefiada por um homem que mora na Bahia.
A investigação sustenta que não foram identificadas operações legais que justificassem tais pagamentos ou atuação jurídica que os expliquem. O material aponta, ainda, que a ligação entre Deolane e o suposto núcleo da organização seria exercida pela sobrinha do líder do PCC, Paloma Sanches Herbas Camacho, presa em Madri.
Defesa de Deolane Bezerra
A defesa da influenciadora, conforme divulgado pela irmã, sustenta que não existem provas definitivas contra Deolane. Afirmam que a prisão ocorre em meio a ilações, narrativas e perseguições já repetidas. A mensagem dos advogados defende a necessidade de provas para confirmar culpabilidade.
Os familiares criticam a exposição pública do caso e ressaltam o risco de condenação antes do devido processo legal. Argumentam que a Justiça não deve funcionar como espetáculo nem que pessoas sejam tratadas como culpadas sem decisão judicial definitiva.
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