Na Penitenciária II de Presidente Venceslau, interior paulista, manuscritos encontrados em um bueiro da cela 139, no pavilhão I, levaram a Polícia a ligar a influenciadora Deolane Bezerra dos Santos a uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Os papéis, localizados em 23 de julho de 2019, apontavam tratativas de tráfico, relacionamentos com a cúpula da facção e planos de atentado a agentes públicos.
Os escritos destacavam ligações diretas entre integrantes da prisão e figuras vinculadas ao líder Marco Willians Camacho, o Marcola. Textos mencionavam uma “mulher de uma transportadora” como responsável por repassar endereços e informações para a cúpula. Esse material motivou a abertura de inquéritos adicionais pela investigação.
Novo fôlego da ação
A investigação recuperou que a Lopes Lemos Transportes Ltda, de Presidente Venceslau, funcionava como veículo de lavagem de dinheiro para o PCC. Diretamente envolvida, Elidiane Saldanha Lopes Lemos e Ciro Cesar Lemos foram condenados, com fortes indícios de movimentação irregular superior a milhões de reais.
Desdobramentos recentes
Relatórios técnicos apontam que Deolane e outras pessoas teriam recebido valores da empresa de fachada. A apuração indica operações financeiras atípicas entre 2015 e 2019, com expansão da frota da transportadora sem lastro claro. A defesa da influenciadora não foi localizada até o momento.
Situação atual
A partir de 2021, mandados de busca apreensão reforçaram a ligação entre pessoas físicas e jurídicas com o esquema, resultando em prisões e apreensões. O relatório técnico aponta movimentações acima de R$ 140 milhões envolvendo Deolane e redes associadas.
Contexto processual
O Ministério Público e a Polícia Civil desencadearam a Operação Vérnix para investigar a possível lavagem de recursos por meio de empresas de fachada. O magistrado responsável manteve a prisão de Deolane com base em indícios de ocultação e dissimulação de patrimônio.
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