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Bets pedem ao STF para suspender proibição imposta por Lula

Associações pedem suspensão de medida provisória que proíbe apostas online até análise do Congresso ou decisão definitiva do STF

Pesquisa mostra que dinheiro para complementar a renda, pagar despesas e quitar dívidas está entre os principais motivos para apostar | Joédson Alves/Agência Brasil
Pesquisa mostra que dinheiro para complementar a renda, pagar despesas e quitar dívidas está entre os principais motivos para apostar | Joédson Alves/Agência Brasil

Entidades que representam empresas do setor de apostas online recorreram nesta segunda-feira (28) no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os efeitos da medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proibiu totalmente as “bets” no país.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) defendem que a MP tenha a eficácia suspensa até sua apreciação pelo Congresso Nacional, ou até o julgamento final do pedido pelo STF, o que, na prática, manteria a autorização de funcionamento nesse período.

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As duas organizações entraram com o pedido em uma ação que corre no Supremo desde setembro de 2024 que questionava regras das apostas esportivas. O relator da ação é o ministro Luiz Fux.

No recurso, as entidades alegam que não haveria nenhuma urgência que justificasse a edição da medida provisória pelo governo, chegando a falar em “ruptura abrupta” de um setor que estava em funcionamento.

“Não há alteração fática que demonstre o aumento substancial ou agravamento de situação não monitorada pelo poder público que justifique uma medida de urgência dessa magnitude”, ressaltou o pedido.

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A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou uma manifestação ao STF para que o órgão e a Presidência da República se manifestem em um prazo de 72 horas às alegações apresentadas pelas entidades.

*Com informações da Reuters

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