A Justiça autorizou o bloqueio de 39 veículos e a apreensão de parte do patrimônio da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, na manhã desta quinta-feira, 21. A operação Vérnix, ligada a um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC, ocorreu na mansão da empresária em Alphaville, Barueri, na Grande São Paulo. A finalidade é aprofundar as investigações sobre a origem de recursos usados para sustentar o estilo de vida ostentoso.
Ao menos quatro automóveis de alto padrão foram recolhidos pelos agentes da Polícia Civil dentro da residência. O conjunto de veículos foi encaminhado à sede da Polícia Civil, no Centro de São Paulo, para perícia técnica. Os carros variam em preço, com valores estimados entre 220 mil e 2,5 milhões de reais cada.
Entre os modelos apreendidos estão o Cadillac Escalade, o Mercedes-AMG G 63, o Land Rover Range Rover e o Jeep Commander. A ação reflete o estilo de vida da influenciadora, esposa do falecido MC Kevin, e integra a investigação sobre o funcionamento de uma suposta rede de lavagem de dinheiro.
Alvos e estratégia de bloqueio
O Ministério Público de São Paulo aponta que o patrimônio automotivo fazia parte de uma engenharia financeira para ocultar capitais. Contas de uma transportadora ligada ao PCC, em Presidente Venceslau, eram usadas para pulverizar valores e dificultar o rastreamento. Depósitos fracionados em dinheiro favoreceram a lavagem, segundo os agentes.
Duas contas estavam no nome de Deolane, o que motivou o bloqueio de 27 milhões de reais ligados diretamente à influenciadora. O montante total bloqueado atinge 357,5 milhões de reais em ativos financeiros e contas relacionadas aos investigados.
A operação também mira a liderança do PCC, incluindo o preso Marcola e um operador financeiro conhecido como Player. A difusão vermelha da Interpol chegou a incluir o nome de Deolane, que retornou ao Brasil de Roma poucos momentos antes da operação.
A apuração teve início em 2019, após apreensões em Presidente Venceslau, com buscas por manuscritos e bilhetes. O advogado Luiz Imparato, que atua na defesa de Deolane, afirmou que ainda não há manifestação formal sobre a legalidade dos bens.
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