A Emae, empresa ligada ao setor elétrico e sob gestão da Sabesp, venceu nesta quinta-feira, 21, a disputa pela permissão de uso de parte do Parque Linear Bruno Covas, na zona oeste de São Paulo. O certame autoriza a exploração comercial da área por quatro anos, além da responsabilidade por manutenção, zeladoria e segurança.
A gestão abrangerá um trecho de cerca de 8,2 quilômetros da margem oeste do Rio Pinheiros, entre as pontes Cidade Jardim e João Dias. A Emae atua na operação de usinas hidrelétricas, como a Henry Borden, em Cubatão, e a Sabesp informou que adquiriu cerca de 74,9% das ações da concessionária no ano passado.
Com a permissão de uso, o governo paulista mira a melhoria da segurança e dos serviços oferecidos aos frequentadores. Entre as medidas, estão o gradeamento na divisa com a Marginal Pinheiros, um plano de proteção ao patrimônio e rondas com portaria monitorada.
Também está prevista a integração de câmeras ao programa Muralha Paulista, da Secretaria de Segurança, e ao sistema Smart Sampa, da Prefeitura, para monitoramento em tempo real. A SPI garante que o parque continuará público, gratuito e sob fiscalização do Estado.
O edital foi elaborado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), cuja sede abriu os envelopes com as propostas. O parque é comum destino de corredores e ciclistas.
Entre 2021 e 2024, o local recebeu 5,4 milhões de visitantes, com 2,7 milhões apenas em 2024. O Parque Linear Bruno Covas permanece como espaço público, mesmo com a gestão privada temporária.
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