O MEC divulgou dados sobre formação de professores que evidenciam fragilidades no modelo a distância. Em 2025, 53,1% dos concluintes de licenciaturas na modalidade EAD tiveram desempenho insuficiente no Enade. O estudo aponta falhas no endurecimento da prática docente por meio da distância.
O resultado acende o debate sobre qualidade da formação. Especialistas destacam a importância da prática pedagógica para o desenvolvimento de educadores que atuam com crianças e adolescentes, não apenas com teoria.
A direção do MEC já sinalizou mudanças. A partir de 2026, cursos totalmente a distância não serão mais aceitos. Será exigida a formação semipresencial, com maior componente de presencial.
Claudia Costin, referência em educação, aponta que a prática é essencial para profissionais da área. Ela ressalta que o aprendizado ocorre também com a troca entre colegas, observação em sala e cooperação entre docentes.
De acordo com a especialista, a teoria continua necessária, mas o núcleo da formação docente passa pelo desenvolvimento prático. Costin enfatiza que o cotidiano de escolas é onde o futuro professor consolida competências.
A avaliação do Enade para licenciaturas continua a ser um indicador relevante. O MEC ainda não detalhou números complementares nem prazos adicionais para a implementação plena das novas regras.
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