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Ocupação de prédio do DCE da UFPR há uma semana aponta risco estrutural

UFPR diz que obras de recuperação seguem no prédio do DCE após laudos de risco estrutural; ocupação completa uma semana

Polícia Federal acompanha desocupação do prédio do DCE da UFPR em 2015, quando estudantes também ocuparam o espaço; agora o movimento se repete, com uma semana de ocupação completada nesta quinta-feira (21). (Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)
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A ocupação do prédio do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPR completa uma semana nesta quinta-feira (21). Os estudantes ocupam o espaço ao lado da reitoria, acima do restaurante universitário, desde o dia 14, após uma reunião com o reitor Marcos Sunye e a vice-reitora Camila Fachin. O edifício está desocupado há cerca de seis anos.

Na noite de quarta (20), a reitoria convocou reunião, mas, em vídeo divulgado pelo DCE, Sunye e Fachin não teriam comparecido. A equipe da Pró-Reitoria de Planejamento e Dados (Proplad) esteve no local, mas, conforme o DCE, não se comprometeu com as reivindicações. Não há outro encontro marcado entre as partes.

A UFPR diz ter participado da reunião com a chefia de gabinete da Reitoria, a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) e a equipe do Plano Diretor, e afirma ter recebido a carta de reivindicações dos estudantes.

Reivindicações dos estudantes

O documento pede reforma do prédio do DCE, liberação de acesso durante as obras e manutenção dos espaços dos centros acadêmicos, além da retomada do restaurante universitário do Setor Rebouças, já pago segundo o DCE. Também solicitam medidas contra violência de gênero na ouvidoria da universidade.

Entre outras medidas, o texto cita melhorias na iluminação do Campus Politécnico e no Sept, criação de espaços de acolhimento para vítimas de assédio, não punição aos ocupantes e reconhecimento do movimento estudantil como legítimo. Também pedem prioridade na construção de nova moradia estudantil em Curitiba e expansão da Moradia Indígena (Maloca) para Matinhos e Toledo.

Sobre os centros acadêmicos, a universidade informou que não há despejo determinado e que a gestão é responsabilidade das direções dos setores.

Situação estrutural e respostas da universidade

Segundo nota da reitoria, o prédio do DCE apresenta sérios problemas estruturais e de segurança identificados desde 2013 e revisitados em 2025 e 2026. Infiltrações, rachaduras, risco elétrico, hidráulico, elevadores defeituosos, falta de acessibilidade e falhas no sistema de incêndio foram apontados.

A UFPR afirma ter iniciado obras de recuperação que abrangem o DCE, a CEUC, o Restaurante Universitário e a Biblioteca Central, com reparos estruturais, elétricos, hidráulicos e de segurança. A instituição ressalta que, diante dos laudos técnicos, a permanência do edifício não é recomendada e que a recuperação busca segurança para a comunidade.

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