Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, teve prisão preventiva mantida nesta quinta-feira (21) durante audiência de custódia. Ela foi presa na Operação Vérnix, investigada por lavagem de dinheiro ligada ao PCC, e participou da audiência de forma virtual.
A detenção aconteceu na mansão onde a profissional reside, em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. O DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) recebeu a influenciadora para a audiência, que foi realizada por videoconferência.
Segundo a Justiça, a prisão preventiva foi decretada pela 3ª Vara do Foro de Presidente Venceslau e mantida após a sessão. A apuração envolve movimentação de recursos supostamente ligados à facção, por meio de empresas de fachada e contas ativas.
Durante o depoimento, Deolane afirmou ter sido presa “no exercício da profissão” e destacou que, na época, atendia como advogada em um caso ligado a um cliente. A defesa também pediu a revogação da prisão ou a conversão em prisão domiciliar, citando o cuidado com a filha de 9 anos.
A defesa argumenta ainda que não houve ilegalidades durante o cumprimento do mandado e pediu que a situação de Deolane fosse analisada com base no Estatuto da Advocacia. Além disso, representantes da OAB-SP defenderam o respeito às prerrogativas profissionais.
Ao longo do processo, a investigação aponta que Deolane seria uma das pessoas ligadas ao esquema de lavagem do PCC, com menções a depósitos em dinheiro e vínculos com um operador financeiro da facção. A polícia afirma ter identificado relações financeiras entre a influencer e Everton de Sousa.
Na manhã desta sexta-feira (22), Deolane deixou a Penitenciária Feminina de Santana e foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, interior de São Paulo. A movimentação ocorreu após a audiência de custódia.
Segundo o relatório policial, a operação apura movimentação de mais de R$ 7,6 milhões entre 2018 e 2022, com depósitos em espécie considerados atípicos. Também há indícios de participação de familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, na investigação.
A defesa permanece na linha de que Deolane é inocente e que os fatos serão esclarecidos. O advogado afirmou que irá cooperar com a Justiça para demonstrar a licitude da atuação da advogada na prática profissional.
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