Deolane Bezerra, influenciadora e advogada, deverá retirar o mega hair para permanecer na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. Segundo policiais penais, o procedimento é por questões de segurança, citando risco de fuga associado ao cabelo alongado. Piercings também não são permitidos.
A autora está em uma ala destinada a advogados presos, em celas de Estado Maior, e não divide espaço com presas comuns. Ela utiliza o uniforme padrão e recebe itens como toalhas, cobertores, lençóis, travesseiros e colchões semelhantes aos demais detentos.
Antes de ser transferida para o interior, Deolane passou pela Penitenciária de Santana, na capital, onde agentes denunciaram supostas regalias concedidas durante a prisão de 14 horas. A transferência ocorreu entre 15h20 de quinta (21) e 5h20 de sexta (22).
Transferência e segurança
A presa ficou em Santana até ser transferida para a unidade de Tupi Paulista, a cerca de 670 km da capital. A decisão foi tomada após a investigação ligada à operação que abriu apuração sobre lavagem de dinheiro envolvendo o PCC.
Deolane é alvo de investigações que envolvem movimentação financeira ligada à facção criminosa, conforme apurações divulgadas pela imprensa. A defesa afirma que a prisão ocorre em consequência de decisão judicial e que não houve confirmação de privilégios.
Denúncias e prazos
O Sindicato dos Policiais Penais de SP denunciou supostas regalias, incluindo um chuveiro exclusivo, cama diferenciada e alimentação distinta. Ficou registrado que contatos com a direção da unidade teriam ocorrido de forma diferenciada para a influenciadora.
A SAP informou que a custódia ocorreu conforme determinação judicial, sem confirmar ou rejeitar as denúncias. A OAB SP confirmou a previsão legal de alojamento separado para advogados presos preventivamente, destacando atuação para defender prerrogativas profissionais.
Contexto e cenário
A Penitenciária de Santana, maior do estado, enfrenta superlotação. Já a unidade de Tupi Paulista tem capacidade para 714 detentas, abrigando atualmente mais de 870. Esses números influenciam avaliações sobre condições, fiscalização e segurança institucional.
Questionada, a SAP não confirmou novas apurações sobre as denúncias do Sinppenal. A defesa de Deolane não comentou o assunto. A OAB-SP reforçou o marco legal que permite recolhimento separado de advogados presos preventivamente.
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