Na sexta-feira, a Polícia Civil deflagrou a Operação Playboy, com prisões preventivas e cumprimentos de mandados de busca na região de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. A ação visa desarticular uma organização criminosa que usava violência para cobrar dívidas, inclusive contra usuários de drogas. Os ataques tinham como destino bairros de Tamandaré e Canastreiro.
Segundo a PC, as agressões eram ordenadas por detentos da Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG) e executadas em frente aos presos na rua. Vídeos com duração superior a quatro minutos registravam as torturas, que funcionavam como uma prestação de contas aos líderes do esquema.
De acordo com o Delegado Rafael Patella, as ordens partiam do interior da PERG. As equipes de busca foram realizadas em uma das celas, com foco nos alvos que operavam nos bairros mencionados, territórios disputados pela organização.
Operação e desdobramentos
Sete prisões preventivas foram executadas, incluindo o homem apontado como fornecedor das substâncias ilícitas. Também foram cumpridos dez mandados de busca, nas últimas horas. Os investigadores coletaram celulares e papéis com anotações para fortalecer os autos de 2025.
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