A audiência de instrução e julgamento de Pedro Arthur Turra Basso, 19 anos, terminou nesta segunda-feira (25/5) após começar às 9h e seguir até as 19h30 no Fórum de Águas Claras. Turra é acusado de homicídio doloso contra Rodrigo Castanheira, 16, ocorrido em 23 de janeiro. A Justiça ainda decidirá se o caso vai a júri popular.
Ao todo, mais de 10 testemunhas, além de defesa e acusação, depuseram em plenário. Turra foi ouvido por cerca de uma hora, respondendo aos questionamentos com base nas peças do processo. A sessão incluiu depoimentos de familiares e de peritos, em meio a cálculos técnicos sobre o caso.
A defesa sustenta que não houve premeditação e que as provas, incluindo imagens, não comprovam a conduta necessária para o tipo penal alegado. O advogado enfatizou que apenas uma das cinco pessoas no veículo conhecia a vítima e que Turra não mantinha ligações anteriores com Rodrigo.
O representante da defesa solicitou a anexação de documentos técnicos da área da saúde ao processo. O advogado estima que a pronúncia do réu ocorra entre três e quatro meses, mantendo o andamento processual conforme os trâmites legais.
Na área externa do fórum, familiares da vítima acompanharam a evolução da oitiva. O advogado da família afirmou que o passo é importante para o andamento do caso, cobrando resultado justo para Rodrigo Castanheira.
O defensor também contestou a versão de cuspe de chiclete como motivação da briga, apontando outros elementos que, segundo ele, indicam possíveis motivações distintas. Há relatos de mensagens que, conforme o advogado, sugerem indícios de premeditação.
Ao término da audiência, a Justiça não divulgou novo prazo para a próxima etapa, apenas informou que a decisão sobre o eventual júri popular permanece pendente de análise. O caso segue sob regime de segredo de Justiça até decisão judicial adicional.
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