O Dia Nacional da Adoção é celebrado nesta segunda-feira, 25 de maio. Dados mostram que mais de 36 mil crianças e adolescentes vivem em casas de acolhimento no Brasil, enquanto cerca de 6 mil estão aptos para adoção, mesmo com mais de 32 mil famílias cadastradas para o processo. O cenário evidencia um descompasso entre demanda e oportunidades de adoção.
A adoção envolve um longo caminho que depende de decisões judiciais, da atuação de redes de proteção e do tempo de cada família e de cada criança. Em muitos casos, o retorno à família biológica é o objetivo inicial, mas a reintegração não se concretiza para todos, mantendo crianças no acolhimento ou levando à perda do poder familiar para adoção futura.
O tema é recorrente em debates públicos, já que o tempo de tramitação pode afastar crianças da idade desejada por potenciais adotantes. A cada aniversário no acolhimento, aumenta a distância para uma adoção, e a preferência por bebês reduz as oportunidades para crianças mais velhas e para aquelas com deficiência.
Desafios da adoção de crianças mais velhas
Especialistas destacam que há maior dificuldade de colocação para crianças com 9 a 13 anos e para aquelas com deficiência, embora haja avanços em políticas de incentivo à adoção responsável. A prática exige compromisso contínuo, leitura, estudo e participação ativa dos adotantes no cotidiano infantil.
Na prática, o processo envolve experiência parental proporcionada pela convivência diária, com foco na educação, saúde e inclusão social. Organizações locais apontam que a visão de adoção precisa ser ampliada para além de recém-nascidos, reconhecendo o potencial de vínculos duradouros com crianças mais velhas.
Casos de famílias que acolhem com a possibilidade de adoção destacam a importância do afeto como eixo central. Mesmo acolhendo provisoriamente, pais adotivos enfatizam que o papel é acompanhar o desenvolvimento das crianças, integrando-as à vida escolar e às rotinas domésticas como qualquer outra criança.
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