O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) anunciará recurso contra a pena fixada ao policial militar condenado pelo homicídio da esposa em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana. O réu recebeu 17 anos de prisão pelo Tribunal do Júri nesta sexta-feira (22).
A vítima, Jaqueline de Araújo dos Santos, 46 anos, foi morta com um tiro no rosto dentro da residência do casal, no bairro Ipiranga, em maio de 2024. O casal, que estava junto há mais de 20 anos, tinha dois filhos.
O réu, Jandavi Campos da Silva, 51 anos, foi condenado por homicídio triplamente qualificado e condenado a indenizar as famílias em R$ 160 mil. O MPRS qualifica a pena como desproporcional à gravidade do fato.
Motivações e versão apresentada
Durante o júri, o Ministério Público contestou a versão de disparo acidental apresentada pelo policial. Segundo depoimento, ele teria pego a arma durante uma discussão, com a intenção de suicídio, quando a esposa teria avançado e provocado o disparo.
Após o crime, o policial ligou para uma vizinha pedindo socorro e se apresentou à polícia. Ele permanece preso preventivamente. A investigação também indicou que o policial mantinha outra família em Canoas, circunstância que, segundo o MPRS, contribuiu para a motivação do crime.
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