A comunidade docente da Universidade de São Paulo (USP) decidiu entrar em greve nesta segunda-feira, 25. A paralisação foi aprovada em Assembleia Geral da Adusp, a associação que representa os docentes. O movimento ocorre em apoio aos estudantes parados desde o mês anterior e como parte da campanha salarial da categoria.
A decisão foi tomada durante a assembleia, após a aprovação de medidas de apoio aos estudantes e de uma resposta ao atual índice de reajuste. Os professores reivindicam reajuste salarial e a retomada das negociações com a reitoria, incluindo avanços no Papfe e a não criminalização do movimento estudantil.
Pontos centrais da paralisação
A adesão à greve ocorre diante da negociação salarial com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), que aplica reajuste de 3,47% com base na inflação do IPC-Fipe. A Adusp apresentou contraproposta com base no IPCA e mais 3% para iniciar recuperação de perdas.
Segundo a contraproposta, o IPCA acumulado nos últimos doze meses seria utilizado para reajuste, somado a 3% de ganho adicional, mirando o poder de compra de maio de 2012 como referência. A proposta visa ampliar o reajuste gradualmente.
A mobilização também envolve o Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Papfe). Hoje, o benefício varia de R$ 335 a R$ 885, com a proposta da reitoria de subir para valores próximos de R$ 912 (auxílio integral) e R$ 340 (auxílio parcial). Estudantes contestam e pedem R$ 1.804.
A reitoria abriu três rodadas de negociação com os estudantes, mas encerrou as conversas após rejeição da proposta apresentada. Os estudantes querem melhorias também na gestão do Bandejão, na moradia estudantil e na situação do Hospital Universitário, que enfrenta redução de quadro de funcionários.
O reitor da USP, Aluísio Segurado, informou que a última proposta apresentada seria o teto possível pela instituição. A greve docente segue em vigor, com paralisação imediata decidida na assembleia.
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