O julgamento do ex-vereador Jairo Souza, o Jairinho, e de Monique Medeiros teve continuidade nesta terça-feira, 26, no II Tribunal do Júri da Capital. O depoimento inicial foi do delegado Edson Henrique Damasceno, que investigou a morte de Henry Borel.
Damasceno, então titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), destacou mensagens no celular da babá Thayná de Oliveira Ferreira. As conversas alertavam Monique Medeiros sobre agressões de Jairinho contra Henry, e a funcionária também trocou mensagens com o namorado e o pai do menino.
O delegado lembrou que, no início, o caso foi registrado como acidente doméstico. Perícias e reprodução simulada descaracterizaram a versão. Houve três episódios de violência relatados antes da morte, segundo a investigação.
Perspectivas da audiência
A sessão previa ouvir mais três testemunhas: a delegada Ana Carolina Lemos, o médico legista Luiz Airton Saavedra de Paiva e o perito do Ministério Público Luiz Carlos Leal Prestes.
A denúncia aponta que Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021, após golpes supostamente aplicados por Jairinho. O Ministério Público sustenta que Monique Medeiros se omitiu diante das agressões, contribuindo para o crime.
Jairinho responde por homicídio qualificado, torturas e coação no curso do processo, com agravantes por menor de 14 anos e pela relação doméstica. Monique é acusada de homicídio por omissão qualificada, com agravantes por descendência e relação doméstica, além de torturas e coação.
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