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Deolane afirma ter sido alvo de perseguição em carta escrita na prisão

Deolane Bezerra afirma perseguição e inocência em carta da prisão; diz ter recebido R$ 24,5 mil em honorários e negar ligação com crime organizado

A carta foi compartilhada nas redes sociais por sua irmã, a advogada Dayanne Bezerra. - (crédito: Reprodução/Redes Sociais)
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Presa sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra divulgou uma carta escrita da prisão em que afirma não ter relação com o Primeiro Comando da Capital e sustenta estar sendo perseguida. A defesa envolve a investigação realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo.

Deolane afirma que a detenção se baseia exclusivamente no recebimento de honorários no valor de 24,5 mil reais, recebidos de forma legal durante o exercício da profissão. Ela sustenta que o montante não tem conexão com a transportadora citada no inquérito. A carta foi divulgada pela irmã Dayanne Bezerra, também advogada.

A influenciadora rejeita qualquer participação em organizações criminosas e critica a condução da operação policial, além de contestar a exposição pública do caso. Ela contesta rumores sobre possuir dezenas de empresas em seu nome e diz que a narrativa da investigação foi distorcida ao longo dos anos.

Contexto da prisão

O texto também descreve o momento da prisão, afirmando ter sido surpreendida em casa por agentes armados e detida sem chance de apresentar sua versão dos fatos. Ela enfatiza sua origem nordestina e sua trajetória como advogada e empresária.

Investigação em curso

As apurações visam movimentações financeiras associadas ao PCC, com o Ministério Público indicando uso de empresas de transporte para ocultar recursos da facção. Contas ligadas à influenciadora aparecem entre os alvos das investigações, que tiveram início em 2019 após a apreensão de bilhetes na Penitenciária II de Presidente Venceslau.

Decisões judiciais

O Tribunal de Justiça de São Paulo negou um habeas corpus apresentado pelos advogados de Deolane. Previamente, o ministro Flávio Dino, do STF, também indeferiu pedido de prisão domiciliar. Deolane permanece detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.

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