Marcela de Souza Alves Nascimento, 39, de São Paulo, precisa percorrer 16 km diária e levar o filho Matias, 7, autista nível 3 de suporte, à escola em Guarulhos. O trajeto começou em abril, após a suspensão do Transporte Escolar Gratuito (TEG) para estudantes com necessidades especiais. A família enfrenta longas partidas de ônibus e trajetos a pé.
Marcela reside em área rural e, para cada ida e volta, utiliza dois ônibus e caminhadas. O percurso total do dia inicia por volta das 10h para chegar à escola às 13h, com retorno no escuro. Cobras e cães aparecem no caminho, aumentando o cansaço e o risco de crises do garoto.
Ela relata que o trajeto é exaustivo e inseguro, especialmente quando Matias entra em crise, o que atrasa ou impede a ida à escola. Um vídeo feito pela mãe ganhou repercussão nas redes sociais, levando apoio público e o chamado por ações.
Resposta da prefeitura e da Secretaria
A Secretaria Municipal de Educação informou que o atendimento de transporte escolar gratuito foi regularizado nesta segunda-feira, 25, com a ampliação da cobertura por empresa credenciada ao programa. A prefeitura disponibilizou um carro para levar Matias e outra criança atendida pelo vídeo.
Segundo a secretaria, a medida busca atender os estudantes afetados pela interrupção temporária do TEG. Ainda não há divulgação de novos detalhes sobre a ampliação permanente do serviço para todas as famílias atingidas. A reportagem não reúne opiniões.
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