Uma maquiadora de 48 anos morreu após passar por uma aplicação de PMMA nos glúteos, na zona sul de São Paulo. O procedimento ocorreu em uma sala alugada na Avenida Santo Amaro, no Brooklin, na segunda-feira (25). A médica responsável, Tábita Nunes Marcolino Jorge, de 36 anos, está sob investigação pela Polícia Civil, que pode registrar o caso como homicídio culposo.
A vítima, Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, recebeu cerca de 300 ml do produto nos glúteos e na parte posterior da coxa. Ela retornaria à clínica na terça para receber mais preenchimento no quadril, segundo a ocorrência registrada. Ao sentir mal, Roseli solicitou atendimento e, ao chegar na recepção, sofreu uma parada cardíaca e morreu no local.
A polícia encaminhou o caso para o 27º DP, em Campo Belo, na zona sul. A vítima havia pago aproximadamente 50 mil reais pelo procedimento, segundo informações preliminares.
Desdobramentos e contexto
Entidades médicas passaram a se posicionar contrárias ao uso estético de PMMA, defendendo restrições e maior fiscalização. A Anvisa informou que o PMMA pode ser usado apenas conforme indicações aprovadas, em situações corretivas ou reparadoras, sob prescrição médica. A agência não anunciou nenhuma proibição da substância.
A defesa da médica não teve identificação até o momento. A reportagem não conseguiu localizar a posição oficial da defesa nesta terça-feira, e o desfecho da investigação depende de aguardar o andamento dos depoimentos e perícias.
Contexto regulatório
Especialistas destacam que o PMMA é de uso definitivo e difícil de remover, com potencial de deformações se aplicado sem critérios adequados. Em nota anterior, a Anvisa ressaltou que a substância não tem indicação para aumento de volume estritamente estético, seguindo diretrizes de uso seguro.
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