A Polícia Civil investiga a atuação de dois homens que se passavam por médicos em hospitais da zona leste de São Paulo. Ao menos nove mortes são apuradas e mais de 2 mil pacientes teriam sido atendidos pelos suspeitos em um hospital privado da capital. A investigação aponta uso de registros profissionais verdadeiros para validar a atuação.
Durante apuração, investigadores flagraram Marcos Phelipe de Barros, conhecido como Doutor Nicolas, aplicando uma substância emagrecedora em uma mulher na calçada. Na residência dele, em Mogi das Cruzes, a polícia encontrou uniforme do Samu, seringas, uma arma falsa, caixas da substância e computadores. O delegado responsável afirmou que Marcos Phelipe não possui formação universitária.
Mayke Cesar Silva é considerado foragido e pode estar no Chile. A polícia informou que os dois usavam cadastros médicos reais para atuar em um hospital da região leste de São Paulo. Além de homicídio com dolo eventual, a investigação apura exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica; dois gestores da unidade hospitalar foram afastados por decisão judicial.
Envolvidos e desdobramentos
A defesa informou que Mayke é biomédico e Marcos é instrumentador cirúrgico, acrescentando que todos são inocentes até decisão judicial transitada em julgado. A família da vítima Arlindo Lucena, de 67 anos, cobra respostas depois do atendimento que resultou na morte dele. A irmã da vítima descreveu o ocorrido como cruel, ressaltando a gravidade do caso.
O hospital pode ter contratado os falsos médicos com salário menor, segundo apuração policial, o que também é objeto de investigação. A polícia continua buscando Mayke Cesar Silva e levantando informações sobre o ocorrido para esclarecer as mortes e confirmar envolvimentos adicionais.
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