Oito minutos após o início do passeio de trem em Tiradentes, MG, um passageiro argentino de 63 anos foi preso em flagrante sob suspeita de injúria racial contra uma criança de 7 anos. A operação foi realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais, com encaminhamento à prisão após a confirmação do flagrante.
Testemunhas relataram que o suspeito fotografou a menina durante o passeio e enviou as imagens por aplicativo, com mensagens ofensivas e discriminatórias. Uma das pessoas presentes comunicou a mãe da criança sobre o ocorrido; o suspeito teria desbloqueado o celular e mostrado as mensagens para a mulher.
A prisão em flagrante foi convertida em preventiva após audiência de custódia na segunda-feira (25). A defesa do suspeito não foi localizada pela reportagem, e a identidade do homem não foi divulgada pela Polícia Civil.
Contexto e enquadramento legal
A Polícia Civil confirmou a prisão por injúria racial, crime que, desde a Lei 14.532/2023, é equiparado ao racismo, tornando-se inafiançável e imprescritível, com pena de 2 a 5 anos de reclusão. A injúria racial consiste em ofender uma pessoa específica, diferentemente do racismo, que atinge coletividades.
A ocorrência destaca a diferença entre o ato individual de ofensa e a discriminação institucionalizada. A investigação segue para apurar detalhes adicionais, como a motivação e a extensão das mensagens.
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