O Airlander 10, uma aeronave híbrida de 91 metros que lembra um dirigível, está pronta para voar sem depender de pistas convencionais. Operando com hélio, casco aerodinâmico e quatro motores, o veículo pode pousar em gelo, areia ou água. O projeto visa reduzir impactos ambientais mantendo luxo e alcance remoto.
Desenvolvida pela britânica Hybrid Air Vehicles (HAV), a aeronave já recebeu aprovações da EASA e da CAA para operação comercial. O protótipo HAV 304 mede 91 metros; a versão certificada chega a 98 metros, com 50 metros de envergadura e 30 metros de altura. Os motores são diesel de 4 litros, 325 hp cada.
Desempenho e emissões
A HAV estima emissão de 9 g de CO₂ por passageiro por quilômetro, contra 53 g/km de jato convencional, redução de cerca de 83%. Há ainda estudo com ZeroAvia para uma versão movida a hidrogênio, que pode ampliar a redução para até 90%.
Cabine de luxo sobrevoando
A cabine tem 46 metros de comprimento, com suítes privativas, banheiro próprio, Infinity Lounge com janelas do chão ao teto e piso de vidro. O interior, assinado pelo Design Q, foi apresentado no Farnborough Airshow de 2018, para até 19 passageiros.
Infraestrutura e operações
O Airlander 10 não busca competir em velocidade com jatos. O foco é autonomia e operação em superfícies variadas, incluindo gelo, areias, água e campos abertos, em missões remotas ou de exploração turística. O alcance chega a 6.852 km; a velocidade de cruzeiro fica em 102 km/h, com teto máximo de 130 km/h.
Futuro das viagens lentas
Se concretizado, o projeto pode abrir uma nova faixa entre dirigíveis, aeronaves regionais e hotéis de expedição. A combinação de menor emissão, cabines de luxo e capacidade de pouso em locais sem infraestrutura redefine o conceito de turismo e transporte em áreas remotas.
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