A Ferrari apresentou o Luce, primeiro modelo 100% elétrico da história da marca. O lançamento ocorreu na Europa e marca uma ruptura conceitual, sem eliminar o passado, segundo a fabricante. O objetivo é abrir uma nova frente tecnológica para a linha de esportivos de luxo.
Nas redes sociais, o design e o posicionamento do Luce geraram debates acalorados. Críticas variaram entre a estética, a identidade da marca e o papel de um modelo elétrico na tradição ferrarista. Um post no Instagram chegou a milhares de visualizações e comentários nas últimas horas.
As ações da Ferrari chegaram a recuar, com queda de cerca de 8,4% em Milão e recuos em Nova York, sinalizando cautela de investidores frente à transição e à percepção de que o carro difere significativamente do perfil histórico da fabricante. Analistas destacaram incertezas sobre eletrificação e branding.
Mudança de conceito abre debate
O Luce não é apenas uma Ferrari sem motor V8 ou V12. O carro surge como gran turismo de quatro portas para cinco ocupantes, em formato semelhante a um shooting brake, com desenho que foge da linguagem tradicional da marca.
Desenvolvido com uma plataforma de 880 volts e quatro motores, ele traz bateria de 122 kWh, potência acima de 1.100 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 2,5 segundos. A autonomia prevista fica em torno de 530 km e a velocidade máxima supera 310 km/h.
Estratégia e participação tecnológica
A Ferrari integrou o estúdio LoveFrom, liderado por Jony Ive, na concepção do Luce, buscando paralelos com a transformação de grandes marcas de tecnologia. A parceria reforça o objetivo de manter identidade emocional durante a transição tecnológica.
Segundo a equipe da Ferrari, o projeto segue dentro do cronograma e a marca mantém metas de eletrificação. A Ferrari informou que o Luce já é uma versão final de produção e será lançado ainda neste ano.
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