O Atlas da Violência, divulgado nesta terça-feira, aponta que 50% dos homicídios de 2024 ocorreram em 99 cidades. O estudo envolve Ipea e Fórum Brasileiro de Segurança Pública e traz dados sobre a distribuição dos crimes no país.
Foram registradas 42.590 mortes violentas em 2024, com taxa de 20,1 por 100 mil habitantes. Ao considerar mortes com indícios de homicídio não determinadas, o total sobe para 49.673, elevando a taxa para 23,4 por 100 mil.
Entre os 20 municípios com maiores taxas, um fica no Centro-Oeste, dois no Norte e dez no Nordeste; Salvador é a única capital na lista. Municípios de porte intermediário apresentam, no geral, maior letalidade que grandes cidades.
Desigualdades regionais
Estados do Norte e do Nordeste registram as maiores taxas, com alguns casos próximos ao dobro da média nacional. Exemplos: Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará apresentam números elevados. Sul e Sudeste exibem menores índices, como SP e Santa Catarina.
Causas e implicações
Especialistas apontam a pulverização do crime organizado pelo país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, como fator que intensifica a violência. Disputas por território alimentam altas taxas de homicídio nesses locais.
Implicações de política pública
O Atlas sugere maior integração entre as esferas de governo, com compartilhamento de dados e fortalecimento da inteligência. Além disso, reforçar a investigação e o sistema de Justiça é visto como crucial para reduzir a impunidade.
Perspectivas de atuação
Profissionais indicam direcionar recursos conforme especificidades regionais e locais, buscando estratégias mais eficazes na redução de homicídios. O diagnóstico pode orientar políticas públicas de segurança mais segmentadas.
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