A Lancia apresentou oficialmente o novo Gamma, a enésima volta de um nome histórico da marca italiana, que marca a entrada da Stellantis em uma fase premium na Europa. O modelo combina visual fastback, eletrificação e uma arquitetura compartilhada com lançamentos-chave do grupo.
O Gamma surge como SUV-cupê de porte D, com foco em eficiência aerodinâmica. A fabricante pretende disputar clientes com modelos premium europeus, entre eles BMW X4, Cupra Tavascan e versões superiores do Peugeot 3008. A apresentação ocorre após décadas com foco quase exclusivo no mercado italiano.
O modelo usa a plataforma STLA Medium, compartilhada com outros lançamentos do grupo. A Lancia também posiciona o Gamma como laboratório para híbridos e elétricos do portfólio Stellantis na Europa, integrando produção em uma única planta com futuras novidades.
A linha de versões inclui opções híbridas leves e plug-in, com baterias de até 97 kWh e autonomia estimada próxima a 700 km no ciclo WLTP. A versão de entrada terá motor 1.2 turbo mild hybrid de 145 cv; a configuração mais potente pode chegar a 370 cv em versões HF com tração integral.
A estratégia mecânica mantém opções híbridas e elétricas, em vez de eletrificação total. No conjunto, o Gamma compartilha a base com o Jeep Cherokee, já produzido no México, que também será fonte para o futuro Jeep Compass europeu e para modelos da DS.
Produzido em Melfi, Itália, o Gamma terá papel industrial importante, servindo de base para outros modelos na STLA Medium. A planta concentra a ofensiva eletrificada da Stellantis para o Compass europeu e para a linha DS, reunindo a produção de vários modelos em um único complexo.
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