Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Menina vítima de estupro por adolescentes relata à BBC que teme encontrá-los

Caso de estupro cometido por menores é encaminhado para revisão de penas; vítima vive com medo constante e impacto duradouro na vida cotidiana

Crown Prosecution Service An empty rugby field
0:00
Carregando...
0:00

A garota de 14 anos, vítima de estupro praticado por dois adolescentes, aguarda o desfecho do caso após eles terem recebido medidas de reabilitação juvenil em vez de prisão. O ataque ocorreu em janeiro de 2025, em Fordingbridge, Hampshire, no Reino Unido, e a sentença está sob revisão no Court of Appeal após a comoção pública.

Segundo a vítima, o medo persiste diariamente e afeta sua capacidade de realizar atividades simples como caminhar ou ir à escola. Ela relatou ter flashbacks, insônia e dificuldades de concentração nos estudos, além de altos índices de absenteísmo escolar. A família busca medidas que ampliem a sensação de segurança.

O ataque ocorreu no Fordingbridge Recreation Ground, quando a vítima afirma ter sido empurrada e obrigada a manter relação sexual, sob a ameaça de violência com faca. Um vídeo registrado mostrou a situação, e três menores estavam envolvidos no caso, com dois de 14 anos responsáveis pela ação principal e um menor de 13 que auxiliou.

Na época, os réus foram considerados culpados por múltiplos delitos de estupro; a defesa argumentou a necessidade de reabilitação em vez de custódia. O Tribunal aplicou três Anos de Reabilitação Juvenil para os dois mais velhos, com supervisão intensiva, além de outras restrições, como toque de recolher e ordem de restrição.

Familiares ressaltaram que a decisão de não prender os adolescentes gerou impacto duradouro na vida da vítima e de seus familiares. A mãe descreveu a filha como uma “prisão dentro de casa” e afirmou que a família teme encontros com os responsáveis.

O Ministério Público apresentou pedido de reavaliação das sentenças sob o regime de Unduly Lenient Sentence (ULS). O Procurador-Geral informou ter agido com urgência para permitir uma revisão, enquanto o primeiro-ministro reconheceu o abalo público e questionou a proteção dada aos agravantes.

Além do caso principal, outra vítima adolescente, com 15 anos, relatou sofrimento semelhante e descreveu o peso emocional de ter ido a tribunal. Organizações de defesa de vítimas destacam a necessidade de equilibrar reabilitação com a proteção efetiva às testemunhas e às sobreviventes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais