O psiquiatra Rafael Bernardon, testemunha de acusação no júri da morte de Henry Borel, afirmou que Jairinho apresentava um padrão de comportamento marcado pelo prazer em infligir dor a crianças. O depoimento ocorreu no terceiro dia do julgamento, no Rio de Janeiro.
Bernardon disse ter avaliado traços de personalidade para ajudar o Conselho de Sentença a entender o caso. Segundo ele, Jairinho apresentaria comportamento agressivo em ambientes privados, com traços de egocentrismo, narcisismo e sadismo.
O perito também apontou que Jairinho demonstraria gosto por causar sofrimento aos filhos das companheiras. O ex-vereador contestou a afirmação, chamando-a de interpretação pessoal durante a oitiva.
A primeira análise de Monique Medeiros
O especialista afirmou que Monique Medeiros não era submissa a Jairinho. Ele indicou que a mãe subordinava o bem-estar do filho aos próprios interesses, segundo a avaliação dele.
Bernardon acrescentou que Monique teria ignorado sinais de alerta e não afastado Henry de situações de abuso. O parecer descreve a mulher como autocentrada, ambiciosa e vaidosa, priorizando interesses pessoais.
Contestação da defesa
A defesa de Jairinho criticou o depoimento, alegando que a avaliação não pode considerar pessoas não entrevistadas. O advogado mencionou que, na fase inicial, a Justiça havia considerado o testemunho irrelevante.
Além de Bernardon, o júri deverá ouvir peritos e profissionais de saúde em depoimentos previstos para os próximos dias, totalizando 27 testemunhas entre acusação e defesa.
A oitiva da babá Thayná Ferreira foi adiada por atrasos. A previsão é que o depoimento ocorra nos próximos dias, mantendo o ritmo do julgamento.
O juiz informou que o julgamento deve durar entre cinco e sete dias no Fórum Central do Rio de Janeiro.
Entre na conversa da comunidade