O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que as reivindicações dos estudantes em greve na USP são justas. A paralisação começou há pouco mais de um mês, com foco no programa de permanência e alimentação. Professores também aderiram recentemente.
Em coletiva na zona leste, na terça-feira, 27, Tarcísio disse que as universidades têm orçamento e previsibilidade para gerir recursos. O orçamento da USP neste ano é de cerca de R$ 9,4 bilhões, segundo o governo.
O anúncio marca uma mudança de tom do governador, que havia dito, no mês anterior, que não entendava a greve estudantil. Agora ele reforça que melhorias no Crusp e no bandejão cabem à reitoria.
Atores e demandas
Professores da USP cruzaram os braços em 25 de maio, em apoio aos alunos e pela valorização salarial. A Adusp organizou a greve e pediu reajuste, além da retomada das negociações sobre o Papfe.
Entre as propostas dos docentes, está a contraproposta de 7,3% de reajuste, com base no IPCA. A proposta da reitoria previa aumento de 2% a 3,47% conforme inflação, o que foi considerado insuficiente pelos professores.
A paralisação ocorre durante uma rodada de negociações estagnadas entre reitoria e estudantes. O DCE sustenta que há necessidade de avançar na valorização do Papfe e evitar a criminalização do movimento.
Cenário na universidade
Estudantes reivindicam reajustes do Papfe, que hoje varia de R$ 335 a R$ 885, com a meta de chegar a R$ 1.804, equivalente ao salário mínimo paulista. A reitoria já propôs reajustes mínimos, mas as propostas foram rejeitadas pelos grevistas.
A reitoria disse ter aberto três rodadas de negociação, encerradas sem acordo, o que gerou insatisfação entre os trabalhadores estudantis. A comunidade acadêmica acompanha as próximas reuniões previstas.
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